34 anos da primeira decolagem do Boeing 737-500

Ele é o menor e o último lançado da família 737 Classic, aqui no Brasil, voou pela Rio-Sul, Nordeste e hoje opera na Sideral. Estamos falando do Boeing 737-500, que hoje completa 34 anos de sua primeira decolagem.

Geração Classic

Dando sequência ao bem sucedido 737-200, a Boeing lançou na década de 80 a família 737 Classic com três variantes: -300, -400 e -500.

O Boeing 737-300 foi o primeiro a ganhar vida e entrou em serviço regular em 1984. Em seguida, foi a vez do 737-400, criando com a intenção de preencher uma lacuna entre o 737-300 e o 757-200 e concorrer com o A320 e MD-80. O modelo entrou em operação regular em 1988.

Depois foi a vez do pequeno 737-500, que chegou a ter os nomes 737 ‘Lite’ ou 737-1000 também cogitados. A ideia da Boeing com o jato era substituir o 737-200. Menor que seus dois irmãos, o bimotor foi projetado para acomodar até 140 passageiros e seus motores CFM56-3 eram até 25% mais econômicos que os P&W do -200 Advanced.

Rollout e Primeiro Voo

O projeto do 737-500 foi oficialmente lançado em 1987, já com um pedido de 20 unidades por parte da Southwest Airlines.

34 anos da primeira decolagem do Boeing 737-500
Foto: Boeing

O primeiro voo do modelo ocorreu em 30 de junho de 1989, com o jato de matrícula N73700 responsável pela primeira decolagem. Foram 375 horas de voos testes realizadas pelo único protótipo até a certificação da FAA, que ocorreu em 12 de fevereiro de 1990. Alguns dias após a homologação, aconteceu a primeira entrega.

Foto: Aero Icarus

Era uma quarta-feira, 28 de fevereiro de 1990, quando a Southwest recebeu o primeiro 737-500 da história. Matriculado como N503SW, o bimotor ficou ativo na companhia até 2012 e em 2013 foi desmontado.

Desempenho Comercial

Ainda que versátil, o 737-500 vendeu menos que seus irmãos -300, que teve 1.113 entregas, e -400, com 486 entregas. Um total de 389 Boeing 737-500s foram produzidos entre 1989 e 1999.

A aeronave se tornou popular em certos países, principalmente na Rússia, onde empresas como Nordavia, Rossiya Airlines, S7 Airlines, Sky Express, Transaero, UTair e Yamal Airlines adquiriram o modelo de segunda mão. Outras companhias como Aerolíneas Argentinas, Lufthansa, Bahamasair, Garuda Indonesia, Continental, Belavia, entre outras, também aderiram ao 737-500.

Foto: Dmitry Karpezo

A maior operadora atual é a UTair, com 18 exemplares.

737-500 no Brasil

O modelo chegou ao Brasil em outubro de 1992, nas asas da Rio-Sul. Naquele ano, a companhia incorporou dois: PT-SLN e PT-SLM. Os jatos da empresa eram configurados para 117 ou 120 passageiros e foram uma estratégia para competir com os Fokker 100 da TAM em Congonhas. Do terminal paulista, a empresa iniciou voos com o modelo para Pampulha e Foz do Iguaçu, via Londrina.

A Rio-Sul foi a maior operadora do 737-500 no País e chegou a ter 21 exemplares em sua frota. O último devolvido foi o PT-SLW, em 2007, após a falência do Grupo Varig.

O modelo também voou na Nordeste Linhas Aéreas, que recebeu o PT-MNC, em maio de 1995. Na empresa, os jatos tinham configuração para 120 assentos e a Nordeste chegou a operar com cinco unidades.

Na Varig, o 737-500 voou por pouco tempo. A empresa incorporou um em 2003 e outro em 2005, ambos da Rio-Sul. Os jatos ganharam os títulos Varig/Rio-Sul e voaram até 2006.

Atualmente, o modelo continua ativo no Brasil, mas não em voos regulares e sim para fretamentos. A Sideral Linhas Aéreas opera duas unidades: PR-SDH (com winglets) e PR-SHE (sem winglets).

Foto: Fábio Passalacqua

Estima-se que atualmente o número de 737-500 ativos ao redor do planeta esteja entre 80 e 90 exemplares. Você já voou em um? Conte para nós:

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