Aeroflot quer mais de 300 aviões russos até 2030 para continuar voando

A Aeroflot vai encomendar mais de 300 aeronaves fabricadas na Rússia. O plano da companhia aérea deve ser implementado até 2030, e a estratégia é mudar os aviões que possui em sua frota atualmente, fabricados em países estrangeiros, por aviões russos. A prioridade imediata, segundo o chefe da empresa, Sergei Aleksandrovsky, é garantir 323 aeronaves, das quais 73 Sukhoi Superjet 100, 210 MC-21 e 40 veteranos Tupolev Tu-214.

A decisão urgente em ter aeronaves russas se dá por conta da guerra da Ucrânia, que tem como um dos efeitos colaterais sanções de diversos países à Rússia, e que inclui vendas de aeronaves novas e peças e manutenções para as que já voam por lá, como dos fabricantes Boeing e Airbus. O plano é reduzir a dependência desses fabricantes. Há rumores de que a Aeroflot já tem canibalizado diversos aviões de sua frota para manter outros em operação.

O acordo, de aproximadamente US$ 16 bilhões, seria assinado com a estatal UAC (United Aircraft Corporation). A Aeroflot teria pedido ao governo russo, que é dono de 70% da companhia aérea, recursos adicionais, como a contratação de pelo menos 3.500 pilotos e oito simuladores de voo completos. A Rússia, que já injetou quase US$ 200 milhões na empresa em maio passado, encara o pedido como um impulso para o setor aeroespacial do país.

Atualmente, a Aeroflot tem 120 aviões da família Airbus A320, 91 Boeing 737 e 76 Sukhoi Superjet.

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